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Conto Motivador

Ao chegar do futebol, João abre a porta da casa, e passa como um foguete para o quarto, quase derrubando a mesinha de apoio ao lado do sofá no caminho, o rosto vermelho. Sua mãe vai até ele p/ ver o que aconteceu e encontra o menino encolhido sobre a cama, ele até tenta falar, mas não consegue, pois um soluço embaraça as palavras. Está consumido pelo choro, que já lhe inchara os olhos e agora colore as bochechas.

Depois de alguns instantes, finalmente consegue explicar a razão do seu sofrimento. Antes de ser – o último – selecionado para um dos times no jogo, fora alvo de chacota dos amigos, que o chamaram de “perna de pau”. Durante a partida, ninguém lhe passava a bola e, nas poucas vezes que chegou a participar de algum lance, errou e foi criticado, inclusive por membros da equipe. Saiu de lá se sentindo um derrotado, um peso para os colegas. Um inútil.

A mãe sabia que seria difícil acalentar o filho naquela noite. O episódio de humilhação e vergonha, no universo de uma criança de 10 anos como ele, era motivo para grande tristeza.




Então disse apenas:

“Filho, acredite: o choro pode durar a noite toda, mas de manhã virá a alegria.” Deu um beijo na testa do menino, que não entendeu nada na hora, mas acabou adormecendo em meio aos soluços.

Despertou ainda vestindo a roupa do futebol e todo sujo. Esfregou os olhos, que agora estavam secos e notou o sol forte entrando pela janela e iluminando o quarto. O dia estava lindo, com um céu tão azul que não parecia real. No meio do caminho para a cozinha, foi surpreendido pela cachorrinha de estimação, que queria brincar. A família estava na cozinha, esperando por ele para tomarem juntos o café da manhã. À mesa, seu prato preferido: panquecas quentinhas. O menino sorriu. A alegria veio mesmo pela manhã, exatamente como a mãe previra.

Na concepção de mundo do pequeno João, ser preterido no jogo de futebol era um grande problema, algo capaz de lhe tirar a alegria e apagar, ainda que momentaneamente, o brilho da vida. Que fique claro: a dor infantil não é menor do que a do adulto. É claro que, na vida já não tão ingênua dos mais crescidos, o choro, geralmente motivado por fatores como traição, dificuldades financeiras e frustração profissional, advém de problemas, diria, mais concretos e difíceis de resolver, mas nem por isso necessariamente pior que os que entristecem uma criança.


De qualquer forma, tanto a tristeza do menino como a do homem feito têm em comum o fato de poderem se extinguir ao raiar de um novo dia. Após uma longa noite, a luz retorna para todos nós, e as trevas nunca têm a última palavra. Lembrar-se disso dá forças para seguirmos em frente.

Sabemos que o momento não é bom. Ao contrário, está marcado pela tristeza e não tem nada de libertador. O que nos faz prosseguir é a esperança de um futuro melhor, é ansiar que a alegria venha pela manhã. Pode ser mais assustador para uns e outros, que talvez tenham de percorrer vales de sombras, enfrentando a doença ou a morte de alguém querido. Claro que não está sendo nada fácil, mas não tenho a menor dúvida: vai passar.

Venceremos, nem que seja ao colocarmos em prática os ensinamentos de Eleanor Roosevelt, primeira-dama dos Estados Unidos do período de 1933 a 1945: “Você deve fazer aquilo que não consegue fazer.”
Dê-nos uma missão, e a cumpriremos.

A luz do sol surge todas as manhãs, provando que, depois da escuridão, de momentos de pouca sorte, chega a oportunidade para o recomeço.


Desejamos que tenham corações tranquilos, mentes calmas e dias felizes!

vai passar!


Att. MRRC

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