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Divórcio, relacionamento de casal e filhos: uma visão sistêmica

Sustentar um relacionamento de casal não é uma tarefa fácil. Caminhar com respeito, honra e amor é uma missão que exige grande responsabilidade e maturidade e nem sempre isso é possível. Quando em algum momento percebemos que existe um desequilíbrio na relação e não conseguimos mais andar juntos, o divórcio se apresenta como uma opção. Mas sabemos que não é uma etapa simples, ainda mais quando existem filhos envolvidos nesse processo.


O divórcio é uma perda, uma opção muitas vezes, dolorosa e percebo que evitável, em grande parte dos casos. Mas quando essa é a solução que se apresenta, o conhecimento sistêmico nos ajuda a lidar com isso de forma mais amorosa. O que podemos fazer?


Primeiramente, é necessário deixar claro que: a separação ocorre no âmbito do casal (homem e mulher), mas o papel Pai e Mãe não é desfeito. Isso não acaba. Falando mais claramente: um pai não deixa de ser pai, uma mãe não deixa de ser mãe, filhos não deixam de ser filhos. O vínculo nunca acaba.

Assim, entendemos que para que um divórcio seja um processo que aponte para o crescimento, para a liberação, os “lugares” devem ser respeitados e o amor cultivado; afinal você escolheu esse parceiro no passado e seus filhos representam 50 por cento dele/dela. Entendo, que quando existe briga, angústia, esse conhecimento seja difícil de ser compreendido, mas essa é uma boa solução para que caminhemos pra frente de forma saudável e amorosa.


Para finalizar, jamais no meio de qualquer crise, critique o pai/mãe, não desqualifique o mesmo/a mesma para seus filhos. Quando fazemos isso, a ofensa é diretamente feita à criança. Joan Garriga, psicólogo espanhol, comenta: “Temos de evitar ferir o outro progenitor na frente de nossos filhos, obviamente, por mais raiva ou razões que tenhamos, mas o grande desafio vai além: Consiste em trabalhar consigo mesmo para restaurar o amor, respeito, e dar ao outro progenitor o melhor lugar diante de nossos filhos.”



Termino aqui com uma frase de Bert Hellinger: “O pai está sempre presente na criança. Quando eu rejeito o pai, rejeito também a criança. A criança sente isso e fica dividida. Não pode ficar completa.”






Certamente, conseguimos mesmo em meio a uma separação do casal, manter os assuntos relativos de pai e mãe em conjunto. Essa é uma boa ferramenta para que os filhos possam se desenvolver e seguir em frente com força e firmeza.


Fonte : A Fonte não precisa perguntar pelo caminho, Bert Hellinger

O amor que nos faz bem, Joan Garriga






Por : Camila Alonso. Psicóloga Clinica CRP 05/39947
Especializada em Psicologia Jurídica;
Treinamento em constelação Sistêmica IDESV/MG
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