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  • BlogDraRubert

Hora da Mudança.

Atualizado: 7 de Out de 2020

Estamos ansiosos para voltar logo ao “normal”, à vida que tínhamos antes da pandemia de covid-19.

Muitos dizem desejar sua “liberdade”. Ao que tudo indica, querem retomar a marcha à qual estavam acostumados.

É esse o discurso, mas será real tal desejo de resgatar a aquela normalidade que tínhamos? E o que é mesmo ser normal?

Normal é um adjetivo que qualifica algo como comum, regular e usual, significando que não foge aos padrões ou a norma.


Normal também pode representar a natureza sadia e natural de algo, que não apresenta defeitos ou particularidades, como problemas físicos ou mentais, por exemplo.


Anormalidade vem de uma referência, de um padrão preestabelecidos por determinados grupos que ''se julgam normais'', como se estivessem em conformidade com nossa realidade imediata. Tem a ver com consciência de determinado grupo e senso de pertencimento, a algo ou algum lugar.


Para vc ter ideia, aqui no Brasil, o normal é ter uma renda familiar de menos de R$ 1,5 mil per capita. É ter o nome inserido no cadastro de pessoas inadimplentes (SPC, CERASA) – cerca de 48% dos brasileiros tiveram o nome lançado nos cadastros de inadimplência nos últimos 12 meses, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito, e isso antes da crise! Imaginem em nosso atual cenário.


Seguindo ao que é normal em nosso país, também temos em massa jovens que estudam em escolas ruins, todos aqueles que dependem de pegar transporte público lotado todo dia. Sem falar os que vendem o almoço para pagar o jantar. Mas, em suma para muitos é ser inconstante, desistindo dos sonhos no primeiro grande entrave; é não se esforçar como deveria; é ser egoísta; é não perdoar; é criticar, falar mal dos outros, é julgar o próximo como se fosse Juiz ou Deus!

Em uma breve reflexão é possível perceber que o ser humano (normal) de hoje, aquele usado como modelo para o cálculo da expectativa de vida e outros índices, está, via de regra, com sobrepeso, não se alimenta bem nem pratica atividade física. Mesmo assim, suas taxas são utilizadas como referência de “normal” para efeito de exames médicos.


Questão é que podemos ter indicadores melhores do que os ditos “normais”. Não deveríamos nos pautar por essa linha limítrofe, vivendo em uma matriz pré-construída e seguindo normas que limitam o nosso campo de visão e, por consequência, o atingimento do nosso potencial. Podemos mais. Não há limites para quem crê!




Contudo, não permita que as coisas voltem ao normal de antes, se esse normal tinha a ver com rotinas ineficientes, um emprego ruim, estudos irregulares, uma vida solitária, refeições pouco nutritivas e falta de cuidado consigo mesmo. Não espere a descoberta da vacina ou de um tratamento eficaz para começar a construir algo novo em SUA VIDA.


Alimente sua mente com força, coragem e poder. Nutra-se de energia, busque, movimente-se, acredite! Depois de um grande trauma, ou a perda de um ente querido, ou até mesmo essa pandemia do covid-19, as coisas nunca voltam a ser como eram e que bom. Precisamos que o ciclo da vida se renove, pois somente fora da zona de conforto que somos capazes de evoluir e alcançar coisas incríveis. Independente da tempestade que passemos, quer seja curta ou longa, profunda ou superficial, sempre existirá mudanças incríveis - nos modifica e nos responsabiliza a moldar um novo caminho.


Que demais, poder ver o sol mais uma vez! Resiliência!





Aos poucos essa retomada vai chegando, um tanto tímida, mas acredite que trará algumas poucas mudanças significativas. Imagino, por exemplo, que deixaremos de nos sentir obrigados a sempre agradar, a dizer “sim” para tudo e todos, a seguir a manada. Não mais. Selecionaremos melhor as pessoas, desejando ter ao lado alguém que transborde amor, alegria e positividade. Alguém com senso de propósito, movida pela vontade de fazer a coisa certa para si, para a família e também para os outros. Assim, menos egoísmo e mais altruísmo o mundo CERTAMENTE será um lugar muito melhor.




Por isso, sigamos juntos, transpondo a anormalidade mais imediata em busca de um novo inicio ou até mesmo o retorno, passando por esse nó, que apesar de tão doloroso representa um marco de virada que mais cedo ou mais tarde será desatado.

Até breve.

M.R.R.C


Fonte: Inspiração .G. Platão. A República e os jornais da vida!


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